Perecem as mariposas de asas esvoaçantes
Procurando a luz profunda do olho do tempo
Seduzidas pelos reflexos exorbitantes
Das ofertas da fama que as aprisionam
Ao lhes atrair com promessas mirabolantes
Cigarras com anúncios em cantos agudos
Eclodindo sem piedade no ouvido do mundo
Que se protege com seus frágeis escudos
Fechando as abas de suas grandes orelhas
Seu corpo já está muito abatido e moribundo
E as árvores humanas imóveis e silenciosas
Vivenciam em suas raízes os seus segredos
Mesmo na fraqueza se mostram graciosas
Se escondem debaixo da saia da Natureza
A se proteger de um possível degredo
Rozilda Euzebio Costa
Arte / Ilustração: By Rozilda Euzebio Costa

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