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Quando beijas as fímbrias das estrelasEm uma noite adorável e quente;
E as estrelas em perfumes, somente
Descem e se encantam e desejam vê-las.
É a minha poesia que ao descer no poente
Canta as músicas adoráveis e belas
Do coração que sofre, mas irreverente,
Ainda anuncia uma música suave para elas...
Poesia cadente, que baixando
Das fímbrias das estrelas onde tem feito
Todo o ardor, _e do meu peito revelas!
E ainda na aurora me vejo apalpando:
_O brilho das estrelas em meu peito
_O brilho dos meus versos nos versos delas!
Nelson Ferreira
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