terça-feira, 10 de setembro de 2024

Soneto LXVIII, Nelson Ferreira

________________

Quando beijas as fímbrias das estrelas
Em uma noite adorável e quente;
E as estrelas em perfumes, somente
Descem e se encantam e desejam vê-las.

É a minha poesia que ao descer no poente
Canta as músicas adoráveis e belas
Do coração que sofre, mas irreverente,
Ainda anuncia uma música suave para elas...

Poesia cadente, que baixando
Das fímbrias das estrelas onde tem feito
Todo o ardor, _e do meu peito revelas!

E ainda na aurora me vejo apalpando:
_O brilho das estrelas em meu peito
_O brilho dos meus versos nos versos delas!

Nelson Ferreira 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Coisas que eu vi

  Eu vi um menino passar correndo, Como quem houvesse a necessidade De chegar depressa em algum lugar. O menino desviava de pessoas e coisas...