O barqueiro do Araguaia
de pacu-pacu ou canoa
de penta ou de motor grande
é tão hábil, como voa
de voadeira nem se fala
é piloto numa boa.
De balsa, jangada, ajoujo
sobe, desce o grande rio
navegando em cheia ou seca
vence todo desafio
cachoeiras, corredeiras
ele e só todo brio.
No inverno é muita água
muita praia no verão
encalha sua barcaça
pra cair na diversão
tracajá com peixe frito
com farinha, seu pirão.
Na popa pega o seu leme
liga o motor com destreza
com banzeiro ou sem banzeiro
Araguaia, só beleza
e o barqueiro, personagem
desta linda natureza.
Barqueiro do Araguaia, poema de cordel de Fortes Sobrinho de Passavan
De livro: Poemas de Cordel (no prelo).

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